diabetes

5 hábitos que podem levar ao Diabetes tipo 2

5 hábitos que podem levar ao Diabetes tipo 2

O diabetes é uma doença metabólica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue. Existem vários tipos de diabetes, sendo o tipo 2 o mais comum, atingindo 90 a 95% dos indivíduos com diabetes. Atualmente, a prevalência do diabetes tipo 2 vem aumentando de forma exponencial. Alguns fatores de risco não modificáveis para justificar esse aumento são: envelhecimento/aumento da expectativa de vida da população, histórico familiar de diabetes ou histórico de diabetes durante a gravidez.  Outros grupos com maior probabilidade de adquirir a enfermidade são pessoas com mais de 45 anos e não caucasianos. Entre os fatores de risco modificáveis, ou seja, aqueles nos quais podemos intervir, vou citar 5 hábitos que podem levar ao diabetes tipo 2:

1) Sedentarismo;

2) Alimentação inadequada, principalmente rica em gorduras saturadas e açúcares;

3) Obesidade;

4) Uso de alguns medicamentos que podem aumentar a glicemia, tais como corticoides, antipsicóticos, antirretrovirais, diuréticos tiazídicos, fenitoína, entre outros. Então, evite a automedicação.

5) Ausência de consultas e exames médicos regulares, especialmente em indivíduos de maior risco.

Logo, é importante estar fisicamente ativo, ter uma alimentação equilibrada e manter um peso saudável, além de fazer consultas e exames médicos com regularidade a fim de prevenir o surgimento do diabetes tipo 2 ou, pelo menos, fazer um diagnóstico mais precocemente.

Posted by Dra. Mariana Reis Murin, 0 comments
Entrevista sobre diabetes gestacional

Entrevista sobre diabetes gestacional

É com bastante satisfação que divulgo a entrevista que concedi ao portal “O Mundo Mais Criança”, na qual falo sobre diabetes gestacional.

Diabetes gestacional é uma alteração na glicemia (açúcar) que surge durante a gestação e requer um acompanhamento médico cuidadoso, visto que pode trazer diversas consequências nefastas tanto para a futura mamãe, quanto para o feto. O ganho de peso recomendado durante a gestação varia conforme o trimestre, sendo menor no primeiro e um pouco maior no terceiro, quando a recomendação é de cerca de 400 gramas por semana. Existem alguns fatores de risco para esta condição.

Para saber mais, assista ao vídeo abaixo.

https://youtu.be/6fd_v1bEypk

Posted by Dra. Mariana Reis Murin in Todos
Qual o ovo de Páscoa ideal para sua saúde?

Qual o ovo de Páscoa ideal para sua saúde?

Com a proximidade da Páscoa, as lojas se enchem de ovos de chocolate.  As opções são tantas, que fica difícil escolher a melhor opção. É importante entender um pouco sobre os diferentes tipos de chocolate para ajudar na tomada da melhor decisão. O chocolate é um produto alimentício derivado do processamento de sementes de cacau e adição de múltiplos ingredientes, tais como açúcar e manteiga de cacau.

Tipos de chocolate

Chocolate ao leite é o preferido dos brasileiros, pois tem um sabor adocicado e textura cremosa. Contém algo entre 10 e 50% de massa de cacau, além de manteiga de cacau, leite e açúcar.

Chocolate amargo é composto por 50 a 90% de massa de cacau, manteiga de cacau e açúcar. Possui mais antioxidantes que os demais, sendo o mais saudável. Seu sabor é amargo em decorrência do reduzido teor de açúcar. Seria considerado adequado para o consumo das pessoas intolerantes à lactose, visto que não deveria conter leite. Entretanto pode haver contaminação com traços de leite durante o processamento, já que se costuma usar a mesma maquinaria para produzir tanto o chocolate amargo quanto o chocolate ao leite.

Chocolate meio amargo apresenta conteúdo de massa de cacau entre 35 e 50% de massa de cacau. Seu sabor amargo é mais suave devido a uma maior quantidade de açúcar, sendo uma alternativa para quem ainda não se adaptou ao sabor forte do chocolate amargo.

Chocolate branco não possui massa de cacau, sendo feito a partir da manteiga de cacau, açúcar e leite. Como não possui massa de cacau, não possui suas propriedades antioxidantes, além de ser rico em gordura, açúcar e calorias. Logo, seu consumo deve ser muito moderado, além de ser evitado pelos indivíduos com obesidade, diabetes e colesterol alto.

Chocolate diet tem os mesmos componentes do chocolate ao leite com exceção do açúcar (sacarose), que é trocado por adoçantes tais como o sorbitol e a sacarina. Apesar de ser considerado diet e adequado para o consumo por pessoas com diabetes, deve-se destacar que seu consumo também precisa ser moderado, já que o mesmo costuma possuir bastante gordura (adicionada para melhorar o sabor).

Orientações para pessoas com algumas condições médicas

Diabetes mellitus: doença em que há aumento dos níveis de açúcar no sangue. As melhores opções são o chocolate amargo ou diet.

Obesidade: doença em que há aumento excessivo do peso e, consequentemente, aumento da massa de gordura corporal. As melhores opções são o chocolate amargo ou meio amargo.

Dislipidemia: doença em que há aumento dos níveis de gorduras (colesterol) no sangue. As melhores opções são o chocolate amargo ou meio amargo.

Recomendações finais

Indivíduos saudáveis não têm restrição para escolher qualquer tipo de chocolate. Contudo, é importante lembrar que as opções mais saudáveis, de uma maneira geral, são os chocolates amargo e meio amargo, pois possuem maior quantidade de antioxidantes.  Os chocolates ao leite e branco devem ser consumidos com menor frequência e em pequena quantidade.

A quantidade recomendada para consumo diário de chocolate é de 30 g, ou seja, deve ser consumido com moderação, por se tratar de um alimento rico em calorias, cujo consumo excessivo pode aumentar o peso corporal e trazer outras consequências relacionadas à obesidade.

Agora que vocês já sabem como escolher seu ovo de chocolate, aproveitem o feriado e consumam chocolate com moderação! Boa Páscoa a todos!

 

Referências:

Site da Nutrition Source da Escola de Saúde Pública de Harvard, disponível em https://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/dark-chocolate/

Marques, M. Artigo sobre Páscoa e diabetes. Disponível no site da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD): http://www.diabetes.org.br/publico/pascoa-e-diabetes/1622-pascoa-chocolate-e-diabetes

Site da Cacau Show, disponível em http://www.cacaushow.com.br/artigos/os-tipos-de-chocolate

Posted by Dra. Mariana Reis Murin in Todos
Síndrome Metabólica

Síndrome Metabólica

O termo síndrome metabólica engloba um grupo de fatores de risco que aumentam as chances do desenvolvimento de doença cardiovascular (infarto, derrame) e diabetes tipo 2. Dois pontos fundamentais são a obesidade abdominal e a resistência à insulina. Os critérios diagnósticos variam um pouco dependendo da entidade que se usa como referência, irei mencionar aqui os mais utilizados, que são os da: OMS (Organização Mundial de Saúde), IDF (International Diabetes Federation – Federação Internacional de Diabetes) e NCEP ATPIII (National Cholesterol Education Program – Programa Nacional de Educação em Colesterol), sendo avaliados: obesidade/circunferência abdominal, glicemia de jejum, pressão arterial, triglicerídeos e HDL-colesterol.

Considera-se que a síndrome metabólica está presente quando existem 3 ou mais critérios, os quais estão detalhados na tabela. Para a OMS, considera-se obrigatória a alteração glicêmica mais 2 outros critérios, sendo que a alteração nos triglicerídeos e HDL conta como apenas um critério. Para a IDF, o critério considerado obrigatório é a obesidade/circunferência abdominal mais 2 outros critérios. Para o NCEP, não há critério obrigatório, sendo definida pela presença de, no mínimo, 3 dos critérios.

No mundo, um quarto dos adultos têm síndrome metabólica, sendo 3 vezes mais propensos a ter um ataque cardíaco ou derrame e 2 vezes mais propensos a morrer por esses motivos em comparação aos indivíduos sem a síndrome. Pessoas com a síndrome têm 5 vezes mais chance de desenvolver diabetes tipo 2. Mundialmente, até 80% dos 200 milhões de portadores de diabetes irão falecer por doença cardiovascular. Tudo isso coloca a síndrome metabólica e o diabetes muito à frente da AIDS em termos de morbidade e mortalidade, apesar do problema não ser bem reconhecido.

Os seguintes fatores aumentam o risco de apresentar a síndrome: sobrepeso (índice de massa corpórea – IMC ≥25 kg/m2), menopausa, avanço da idade, tabagismo, dieta rica em carboidratos, sedentarismo, história familiar de diabetes ou de síndrome metabólica.

O tratamento da síndrome metabólica visa reduzir ou eliminar os problemas subjacentes através da perda de peso, abandono do sedentarismo e cessação do tabagismo. Além disso, caso a mudança do estilo de vida não seja suficiente, deve-se tratar os fatores de risco cardiovascular, tais como pressão arterial elevada, hiperglicemia e colesterol/triglicerídeos altos.

A maior parte dos indivíduos que apresenta a síndrome metabólica se sente bem e não exibe sintomas. Contudo, eles possuem um risco elevado para o desenvolvimento de doenças graves, como o diabetes e as doenças cardiovasculares. Logo, é extremamente importante o acompanhamento com um médico endocrinologista a fim de prevenir as complicações associadas, bem como para um tratamento adequado.

Fontes: SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia); Up To Date (www.uptodate.com); IDF (International Diabetes Federation); http://laboratorioduarte2014.masterix2.com.br/uploads/laboratorio_duarte_2014/arquivos/julho-2015-definicao-sindrome-metabolica.pdf

Posted by Dra. Mariana Reis Murin in Todos