Síndrome de Cushing


A síndrome de Cushing resulta da exposição prolongada a quantidades excessivas do hormônio do estresse, o cortisol, sendo um distúrbio hormonal também conhecido como hipercortisolismo.

Pode ser decorrente do uso de corticoides (causa mais comum) ou da produção crônica excessiva de cortisol pelo próprio organismo, originada por um tumor nas glândulas adrenais ou na hipófise, por exemplo.

Vale lembrar que o uso prolongado de corticoides, não apenas oral, mas também preparações nasais, cremes e colírios, pode resultar em síndrome de Cushing exógena.

Portanto, é fundamental o uso de corticoides apenas com orientação médica, respeitando as doses e o tempo de tratamento recomendados.
Manifestações clássicas da síndrome de Cushing são a obesidade abdominal e a face arredondada (“em lua cheia”). Além do ganho de peso, outros possíveis sinais e sintomas são: fraqueza muscular em pernas e braços, irregularidades menstruais, perda da libido, excesso de pelos nas mulheres, acne, estrias cutâneas violáceas, disfunção erétil e distúrbios psiquiátricos.

Distúrbios associados, como pressão alta e diabetes mellitus, são frequentes e podem ser a razão pela qual os pacientes procuram assistência médica. .
Na suspeita de síndrome de Cushing, a dosagem de cortisol sanguíneo ao acaso tem pouco valor, inclusive, esse exame acaba sendo muito solicitado por não endocrinologistas, sem indicação e mal interpretado!
Os pacientes com suspeita de síndrome de Cushing devem fazer vários exames específicos para a confirmação do diagnóstico e, assim, ter uma orientação adequada ao tratamento, que pode variar de acordo com as causas.


O tratamento visa estabilizar os níveis de cortisol no organismo. Geralmente, o tratamento preferencial é a cirurgia curativa com ressecção do tumor. Em alguns casos, é necessária uma nova cirurgia, radioterapia e/ou terapia medicamentosa.

Posted by Matheus Feitosa